05 Maio 2008

Exposé turistico



"o que não posso plagiar, posso sempre inventar"

Este é o mantra de Thomas Kohnstamm um (ex) escritor freelancer de guias de viagem que trabalhou durante vários anos para a Lonely Planet. Num livro agora editado ("Do Travel Writers Go To Hell?") o autor admite ter inventado informações, escrito guias sobre países que nunca visitou e servir-se de favores para escrever críticas positivas. A culpa é atirada para cima da editora que diz pagar valores ridículos que muitas vezes nem sequer davam para a viagem de ida e volta. Claro que a falta de ética e os potênciais perigos em que os leitores desses guias se poderiam ver envolvidos devido a confiarem em informação aparentemente fiável não são sequer tidos em conta. Afinal a seriedade de qualquer negócio é sempre posta à prova quando as questões monetárias estão em cheque. E respondendo à questão do título do livro: provavelmente sim, mas vão ter muita companhia... :)

25 Janeiro 2008

A Livraria Lello...

..., situada na baixa do Porto, foi considerada a 3ª mais bela do mundo pelo jornal londrino The Guardian.



A livraria portuense ocupa o mais alto lugar para um espaço criado de raíz, enquanto que no primeiro e segundo lugares ficaram uma antiga igreja (Livraria Selexyz Dominicanen, em Maastricht)...



...e um teatro (Livraria El Ateneo, em Buenos Aires).



A lista completa das livrarias distinguidas pode ser consultada aqui.

29 Outubro 2007

A última ceia



No seu livro "A Minha Última Ceia", Melanie Dunea perguntou a 50 chefes de cozinha: "Se pudesse escolher qualquer coisa para a sua última refeição, o que seria?"

A revista Time aproveitou a saída do livro para fotografar alguns dos intervenientes e publicar excertos das suas respostas. O resultado pode ser visto aqui.

30 Julho 2007

Harry Potter em português



Um adolescente brasileiro liderou um projecto para traduzir para português o último volume da saga de Harry Potter. A tarefa já foi concluída e a tradução pode ser descarregada em formato pdf no site Harry Potter vai lá.

25 Julho 2007

Sexa



- Hmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disseste que tem sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser "a sexa"?
- Não.
- Por que não?
- Porque não! Desculpe. Porque não. "Sexo" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer...Olha aqui. Tem o sexo masculino e o sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculina seria "O pal..."
- Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
- Ele só pensa em gramática.

Luís Fernando Veríssimo, "Comédias para se ler na escola"

22 Junho 2007

Livros ordenados...

...é o nome de um projecto da artista Nina Katchadourian, em que os títulos das lombadas de diversas obras são colocados em sequências que originam pequenas narrativas.




23 Outubro 2006

Não há coincidências (?)



O blog Freedom To Copy acusa Miguel Sousa Tavares de usar a obra Freedom at Midnight como mais do que uma mera fonte de consulta para o seu best-seller Equador. Diversas passagens de ambas as obras são citadas para demonstrar as semelhanças. Ficamos à espera dos próximos capítulos...

12 Outubro 2006

O escritor turco Orhan Pamuk...



...foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.

Tendo nascido numa família tradicional otomana, Pamuk adoptou mais tarde um estilo de vida mais ocidentalizado. Escreveu sobre isto no seu primeiro romance, uma crónica familiar ao longo de três gerações.

O seu terceiro romance, A Cidadela Branca, sobre a Istambul do século XVII, deu-lhe notariedade internacional.

Recentemente tinha sido ameaçado pelo governo turco de ser levado a julgamento por insultos à nação, após ter referenciado o genocídio arménio durante a I Guerra Mundial, algo que a Turquia nunca reconheceu.

As suas obras estão traduzidas em mais de 30 idiomas e em Portugal são editadas pela Editorial Presença.