05 novembro 2008

Resumo de uma noite histórica (versão TV)

O momento
Às 4 da manhã quando as emissoras anunciam em simultâneo a vitória de Obama. E durante muitos minutos não se ouviu um único comentário. Não era preciso. As multidões eufóricas falavam por si.



Os cães que ladram
Alguns comentadores da SIC que levaram à letra os resultados iniciais de meia dúzia de Estados. Para eles supostamente iria ser uma noite complicada para Obama. Viu-se.

O mau
Emissões em geral muito sem sal numa noite dita histórica.

O bom (menos)
Anderson Cooper. Podia falar do crescimento da erva nos planaltos da Gronelândia que eu (ou)via-o de certeza. Esteve competente no seu papel mas não particularmente inspirado.

O melhor
Jon Stewart e Stephen Colbert a trazer bom-humor no momento decisivo.

O pior
A tecnologia usada apenas porque sim. Voavam gráficos por todo o lado, os ecrãs mostravam mais informação do que seria possível digerir pelo olho humano e a CNN até apreguou o uso de "hologramas" para colocar convidados e correspondentes distantes dentro do estúdio. O resultado foi sofrível e reminiscente dos vídeos com contornos azuis dos anos 80.



A surpresa
A utilização do ringue de patinagem do Rockefeller Center para compor o mapa dos resultados e as "barras" de votos no edifício da NBC que provaram que é possível inovar sem abusar da tecnologia.



A confusão
Com medo dos fiascos das eleições passadas, em que as emissoras se precipitaram a dar as estimativas finais, em diversas ocasiões os canais exibiam resultados diferentes.

A melhor companhia
Towleroad.com. Um local de convergência onde se podia acompanhar as eleições sem estar a mudar constantemente de canal.

O desapontamento
A aprovação de várias medidas estaduais contra o casamento homossexual.

A chave de ouro
No final do seu discurso Obama pergunta à multidão se o país se pode unir e ouviu-se um estrondoso uníssono: "yes we can!"

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