26 março 2007

Para quem tenha visto...

...o filme Borat, uma viagem ao Kazaquistão não deve ser uma prioridade. No entanto, este país estrategicamente situado na Ásia Central não deve ser descartado tão rapidamente. Porque na verdade as suas reservas de petróleo e gás natural tornam-no a cobiça de todos os seus vizinhos e um íman para empresários de todo o mundo. Ciente deste facto o presidente do país quis em 1998 construir uma capital digna da riqueza local. E fê-lo de raíz, criando uma cidade do nada. Depois de escolher o local (não propriamente o mais aconselhável - demasiado frio no inverno e demasiado quente no verão), contratou o arquitecto japonês Kisho Kurokawa para dar vida à sua visão. Passada quase uma década, o resultado está à vista. Ou melhor SALTA à vista: A nova cidade, Astana, é um festim de ostentação e gosto duvidoso.

Do edifício Árvore da Vida com o seu ovo dourado no cocuruto...



...passando pela pirâmide do Palácio da Paz e Harmonia...



...até ao Ministério das Finanças em forma de dólar...



...a nova capital pode ser tudo, menos monótona. No entanto, para quem quiser fazer uma visita é melhor despachar-se, porque segundo o que consta a qualidade da construção deixa muito a desejar e edíficios com 2 anos de existência já começam a mostrar rachadelas. É que o novo-riquismo acelarado tem destas coisas...

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