11 setembro 2006

11 Factos sobre o 11 de Setembro




1 Surge um novo vilão global
Osama bin Laden, antes conhecido apenas por especialistas militares, tornou-se imagem em t-shirts, máscara de Carnaval e até substantivo: "bin laden" hoje é sinónimo de radical. Entre os radicais muçulmanos, o fundador da Al Qaeda tem a imagem oposta, a de herói.

2 As viagens aéreas perdem o charme
Viajar de avião virou sinónimo de dissabores, atraso e até humilhações. Tudo em nome da segurança.

3 Religião nas trincheiras
Matar e morrer em nome de Deus virou lugar-comum e a promessa do paraíso e das setenta e duas virgens parece mesmo ser irresístivel.




4 Choca-se um novo "ovo da serpente"
A Espanha, a Inglaterra e a França descobrem que em seus bairros muçulmanos nascem ódio e bombas. Deslocados entre a cultura dos pais e a do país onde vivem, os descendentes de imigrantes são presa fácil dos especialistas em criar fanáticos.

5 Terroristas são eles
Insurgentes históricos como o IRA e a ETA apressaram-se a depor armas para não se igualar aos terroristas religiosos. Os irlandeses e os bascos concluíram depressa que era mau negócio ser confundido com a Al Qaeda e trocaram oficialmente a violência pela negociação.

6 O Big Brother aconteceu
Câmeras seguem os passos dos cidadãos e identificam acções suspeitas. Só no metro londrino 6.000 câmeras vigiam os transeuntes.

7 A corrida para pôr fim à era do petróleo
Acelerou-se a busca por novos combustíveis que possam neutralizar o poder actual do Médio-Oriente que detém dois terços das reservas mundiais do combustível. O planeta é movido a petróleo. Por isso, intensificaram-se em todo o mundo as pesquisas de combustíveis alternativos.

8 Aparece o conceito de "guerra preventiva"
Até 2001, os americanos seguiam a norma de só entrar em conflitos armados quando atacados. Desde então, vale a doutrina da "guerra preventiva": os Estados Unidos assumem ter o direito de atacar países que representem uma ameaça estratégica.

9 Ressurge o "cavaleiro solitário"
Os Estados Unidos passaram a ignorar acintosamente as Nações Unidas e a agir unilateralmente. Há muito considerada um fórum irrelevante para lidar com as tensões surgidas no palco internacional, a ONU ainda não se recuperou do choque dos Estados Unidos de decidirem invadir o Iraque em 2003, mesmo sem contar com autorização formal do organismo.

10 A Al Jazira abre o véu do mundo árabe
Mostrar o mundo pelo prisma muçulmano é o trunfo do canal sustentado pela família real do Qatar. O canal Al Jazira virou referência na cobertura jornalística das crises que envolveram o mundo árabe quando passou a transmitir via satélite o seus noticiários. Simultaneamente é também o meio favorito do terror para divulgar as suas mensagens.

11 A "guerra de civilizações" aconteceu
Samuel Huntington publicou em 1993 uma tese em que defendia que passado o período das guerras entre Estados, os conflitos do século XXI se dariam entre civilizações ou entre grupos de países. Em seu entender, Islão e Ocidente são incompatíveis em seus valores, instituições e religiões, o que os levaria a uma colisão. Com os atentados, a teoria ganhou ar de profecia realizada.


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