07 setembro 2005

Perda de tempo



O novo concurso da RTP 1, O Cofre, deve ser dos mais fracos que alguma vez passou pela televisão nacional. Não tem qualquer tipo de emoção, as perguntas são debitadas de rajada, os adversários são conhecidos pelas suas profissões (?) e o incentivo é tanto que até se esquecem de pedir dinheiro pelas suas respostas.

A própria dificuldade das perguntas beira o absurdo com perguntas extremamente fáceis misturadas com outras que são quase impossíveis de responder. A pergunta fatal para o concorrente de ontem foi a seguinte:

Qual o número do bilhete de lotaria que fazia parte do título de uma obra de Júlio Verne ? A resposta era 9672.

Desengane-se quem pense que esta seria a última pergunta. Era apenas a quarta de uma série de dez que o concorrente tinha de responder para ganhar o prémio final. Escusado será dizer que desta ele não passou. O pior é que a resposta a cada pergunta é obrigatória e por isso foram dois minutos e meio de prime-time televisivo com cinco pessoas a gritarem números à sorte até o tempo (e a nossa paciência) se esgotar. Um disparate completo.

Só uma coisa é certa neste concurso: a partir de hoje tem menos dois espectadores.

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