03 maio 2005

Sil�ncio



Quando sa� do arm�rio o que mais me chateou n�o foi o que me disseram. Foi o sil�ncio. O jogo de saber quem sabia e que na minha cara n�o tinha coragem de dizer nada. Se isso fosse apenas sinal de que tudo continuava igual, �ptimo. Mas eu sabia que por tr�s faziam coment�rios inflamados e indignados, que me chegavam invariavelmente por portas travessas cujas inconfid�ncias eram cobradas com o meu pr�prio sil�ncio. Se alguma utilidade teve foi para saber com que(m) � que podia realmente contar. Onze anos se passaram e quem � amigo continua a s�-lo, quem n�o era ficou para tr�s e pelo meio aconteceram umas convers�es. O sil�ncio m�i muito mais do que se imagina. E hoje ao colocar o post sobre o site OutNotes lembrei-me do quanto me magoou naquela altura.

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